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Essa lembra aquelas historinhas dos tempos dos velhos coronéis do sul da Bahia. Ontem, o prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite (PP), mandou retirar o tradicional sistema de sonorização do centro da cidade, conhecido como “A voz da cidade”. A pequena cidade de 20 mil habitantes se comunica pelo alto-falante.
O cumprimento da ordem do prefeito não foi nada amigável. Teve troca de sopapos entre os leões-de-chácara e os donos do sistema de sonorização. O prefeito mandou retirar o sistema de som sob a alegação de que não se trata de um serviço de utilidade pública. Aos sócios d´A voz da cidade, Moacyr teria dito que, naquele instante, imperava na cidade “a lei do coronelismo”.
Comenta-se em Uruçuca que a reação de Moacyr se deve aos incômodos que o sistema de sonorização começou a criar para a sua gestão. Isso porque os donos d´A voz da cidade começaram a dar vez e voz ao povo, que reclama da falta de iluminação, da coleta de lixo, da insegurança… O prefeito não gostou e avisou que retiraria o sistema de sonorização. A resposta dos atingidos pela ordem: – quando o senhor ganhou a eleição, veio aqui para agradecer os eleitores.
A coisa azedou de vez.
créditos:pimentablog

Assaltantes já sacaram que o sistema de videomonitoramente no centro de Itabuna tem funcionado a meia-boca e voltaram a agir em áreas antes nem tão “atraentes”, como a avenida do Cinquentenário ou a Paulino Vieira e transversais.
A faixa de horário preferida pelos bandidos é das 18h50min e 20h, quando praticamente todos os pontos comerciais já fecharam e pouco se vê policial ou viatura circulando pelo centro da cidade.
A facilidade é tanta que uma dupla de assaltantes roubou a panificadora Big Pão, na Cinquentenário, usando para a fuga duas bicicletas. O relógio marcava 19h30min. Os bandidos abordaram a funcionária do caixa e exigiram o dinheiro da noite. Estavam armados com revólver calibre 38.
O que também facilita a ação dos assaltantes é a demora da polícia em atender aos chamados. No caso da panificadora, uma viatura da polícia chegou ao local quase uma hora depois, conforme testemunhas, indignadas.
Ontem, uma servidora pública foi perseguida por assaltante de aproximadamente 1,85m de altura, logo após sair da agência do Banco do Brasil, na praça Olinto Leone, às 19h15min. Ela conseguiu correr e entrar numa loja de conveniência ao lado do edifício empresarial Módulo Center, na Beira-Rio. A servidora pública acionou o 190 da PM no mesmo instante e uma viatura só apareceu no local cinquenta minutos depois.
Na sexta passada (21), por volta das 19h30min, uma mulher assaltada na Ruffo Galvão enfrentou o mesmo drama com a demora da polícia em atender à ocorrência. Ligou para o 190 da PM, mas a viatura chegou 30 minutos depois. Os soldados perguntaram e a vítima informou que o assalto havia ocorrido há quase 30 minutos. A resposta dos militares: ” ele já sumiu”.
Os policiais “adivinhos” erraram. O assaltante correu para a Alameda da Juventude (Beira-Rio), onde se livrou de bolsa e documentos e retornou sorridente com o dinheiro. Estava bem próximo deles e se uma ronda fosse feita o ladrão, identificado como Renan “Índio” ou “Pescador”, estaria preso.
Aos policiais “adivinhos”, talvez ajudasse requisitar as imagens do sistema de videomonitoramento, já que o bandido passou pela Cinquentenário… Mas o sistema tem funcionado, como já dito, a meia-boca.
Policiais afirmam que algumas câmeras do sistema de videomonitoramento estão desativadas desde o período de obras na avenida do Cinquentenário. Parte dos equipamentos foi para a manutenção, e não voltou…
crédito:pimentanamuqueca



| Foto: Arquivo |
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| Edmauro teve prisão temporária decretada |

Itabuna recebeu há relativamente pouco tempo uma nova leva de juízes, que despertou esperança na população e principalmente nos chamados operadores do direito. Quem se acostumou – ou melhor, se resignou – a uma justiça lenta (a mais qualificada injustiça, disse Rui), esperou por melhoras. Não eram apenas novos magistrados, mas sim juízes novos, no sentido da juventude, dos quais se almejava ideias e posturas igualmente rejuvenescidas.
Fala-se que houve avanços no campo da celeridade, não obstante tenha ocorrido, sobretudo no caso da 4ª Vara Cível, onde o titular é o juiz Valdir Viana, um retrocesso em matéria de respeito aos advogados. Certo que o direito abrange o processo e este tem seus procedimentos e formalidades, mas não devem chegar ao ponto de tolher o exercício de quem atua nas lides forenses.
Canhestrices, como não despachar com advogado a menos que este se apresente de terno e gravata e impedir a retirada de processos do cartório, são atitudes que não contribuem para uma convivênccia harmoniosa entre o judiciário e os profissionais da advocacia. Além de tudo, acusam desprestígio e um inaceitável desrespeito.
O que ocorre em Itabuna, onde o presidente da OAB acusa um juiz de tê-lo recebido aos xingamentos e de arma na cintura, é algo que conduz a um retrocesso sem precedentes. Talvez nem nos tempos dos coronéis do cacau se tenha visto algo tão bizarro entre um magistrado e um advogado, profissionais treinados para manejar com a palavra, a temperança e o argumento.
O conflito, longe de ser resolvido, tende a se acirrar agora que a OAB se propõe a produzir uma moção de repúdio e entregá-la, em mãos, aos juízes Valdir Viana e Cláudia Panetta (esta da Vara do Júri e também acusada de não ter os advogados em muito boa conta). O repúdio, assim manifestado, certamente irá potencializar antipatias, mas é fato que a Ordem não pode ficar inerte.
Não obstante, é preciso que os juízes aos quais a OAB e a sociedade apontam o dedo tenham o direito de se defender, apresentando sua versão para os acontecimentos recentes. É necessário que eles exponham justificativas para as restrições que têm adotado nos cartórios e que tanto clamor vem causando entre os advogados. O Poder Judiciário, responsável por julgar os conflitos alheios, normalmente não é muito afeito a dar satisfações, mas tudo sempre precisa ter alguma explicação. Das sentenças às atitudes.
*Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do Pimenta na Muqueca e editor do Política Etc.