quarta-feira, 16 de novembro de 2011

FUGIU DA CADEIA E MORREU AFOGADO

(foto ilustrativa - Google)

Do G1 BA:

O corpo de um homem foi encontrado na manhã desta terça-feira (15) no Rio de Contas, que passa ao fundo do Conjunto Penal de Jequié, a 358 km de Salvador, e pode ser de um dos presos que fugiram no último domingo, informa a Delegacia de Polícia Civil do município.

Segundo o delegado José Fonseca Filho, o homem foi vítima de afogamento e o corpo já estava em em estado de “gigantismo”. Por isso, não foi possível realizar a imediata identificação da vítima.

O delegado acredita que o corpo é do preso pelo fato de que familiares ligaram para o presídio informando que um dos fugitivos entrou em contato para falar que o rapaz teria se afogado no momento em que atravessava para a outra margem do rio.

SUSPEITO DE VÁRIOS ASSALTOS É PRESO


A Polícia Militar de Camacan prendeu, no Bairro Sem Terra, em Pau Brasil, Joseval Jesus de Oliveira, de 30 anos, acusado de cometer assaltos naquela localidade.
Segundo a polícia, Joseval de Oliveira estava acompanhado de mais dois homens armado com um revólver calibre 38. Eles renderam o motorista da Schincariol Emerson Rodrigues Silva de 24 anos, residente em Ilhéus, levando deste a quantia de R$ 640,00.
Após o crime, os acusados ainda assaltaram o comerciante Givaldo Cardoso Vieira, 35 anos, residente no Bairro “Sem Terra”, em Pau Brasi. Os envolvidos conseguiram levar da vítima o valor de R$ 500,00.
Conforme a PM, Joseval apresentava sinais de encontrar-se sob efeito de drogas. Os três envolvidos tentaram fugir, sendo que dois tomaram rumo ignorado e Joseval foi recapturado. Em poder dele foi encontrado o valor de R$ 1.140,00 e um revólver calibre 38, com cinco cartuchos intactos e um deflagrado. A arma encontrava-se sem numeração.

fonte:radarnoticias

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CASAMENTO GAY LIBERADO EM ITACARÉ


O juiz Eduardo Guerreiro, de Itacaré, baixou portaria e determinou que os oficiais de registro civil das pessoas naturais da comarca de Itacaré procedam ao processo de habilitação e ao registro de casamento entre pessoas do mesmo sexo. O juiz levou em consideração recente decisão do STJ que confirmou esta possibilidade e também o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana.

BAIANAS REBOLAM COMO CHIMPANZÉ

(Marcos Peres professor de “Sociologia da Educação” / Foto do facebook)
Recentes opiniões no Facebook de um professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) a respeito do comportamento das baianas e das nordestinas andam causando polêmica na rede social e, principalmente, fora dela. O professor estaria ou não sendo preconceituoso? Depoimentos postados pelo professor Marcos Peres abrem, mais uma vez, uma discussão sobre o que pode e o que não pode - ou não deve - ser postado nas redes sociais.Tudo começou depois que o professor disse no facebook que "a música baiana e nordestina (axé, arrocha, tecno-forró, etc., etc...) deprecia e vulgariza demasiadamente a mulher". Um pouco depois, o professor fez outras observações provocativas sobre o tema. Primeiro postou um vídeo com trecho do filme "Vem dançar", onde mostra um casal ensaiando o tango. E volta a comentar: "Uma dica para as mulheres baianas e nordestinas aprenderem o que é sensualidade. Viva o tango!!". Dois minutos adiante, completa o raciocínio: "Não precisa mostrar a bunda e rebolar como chimpanzé...

fonte:redebrasildenoticias.com

ILHÉUS, UMA CIDADE SEM PREFEITO ?


Moradores das imediações da Praça Cairu, em Ilhéus, relatam o abuso de hordas de desocupados que aportam por ali durante noites e madrugadas, com sons automotivos em volume insuportável.

Quem já se aventurou a reclamar da situação chegou até a ser ameaçado pelos elementos, que se lixam para a desprezada lei do silêncio. Nem mesmo as pessoas idosas são respeitadas.

Aliás, é necessário e urgente ressuscitar em Ilhéus a “Patrulha do Som”, responsabilidade da Prefeitura, Ministério Público e polícias militar, civil e ambiental.

A CÂMARA SABIA DE TUDO

Alexandre diz ter respeito ao Legislativo

O secretário municipal da Saúde de Ilhéus, Alexandre Simões, informa que carece de veracidade a notícia elaborada pela Câmara Municipal de Ilhéus, por meio da Assessoria de Comunicação, de que não teria atendido a convocação do Poder Legislativo. O secretário Alexandre Simões foi convocado pela Câmara para, na terça-feira (8), sobre sua proposta de gestão para a Secretaria da Saúde, porém, em virtude de compromissos assumidos anteriormente, comunicou, formalmente, à Presidência da Câmara, a impossibilidade do comparecimento.

Explica Alexandre Simões, que possui o maior respeito pelo Poder Legislativo – inclusive dos membros que o compõem – e jamais agiria com tamanha descortesia, mesmo porque reconhece a competência constitucional da convocação. “Além de cidadão, sou defensor dos princípios democráticos de direito e estarei sempre pronto para prestar os esclarecimentos necessários aos vereadores. Entendo perfeitamente o papel dos poderes Executivo e Legislativo e estarei sempre pronto a prestar as informações sobe a pasta”, declarou.

A comunicação da impossibilidade de comparecimento à convocação foi feita à Presidência do Legislativo através do Ofício nº 170/2001, datado de 3-11-2011, e recebida pelo Protocolo da Câmara Municipal de Ilhéus às 15h45min do dia 4-11-2011. No documento, o secretário Alexandre Simões informa que em virtude de ter que cumprir agenda – anteriormente marcada – nas cidades de Salvador e Brasília, estaria impedido de comparecer à Sessão Plenária.

Segundo o secretário da Saúde, Alexandre Simões, os compromissos agendados anteriormente com os governos Estadual e Federal eram de importância significativa para o desenvolvimento das atividades da Saúde em Ilhéus, envolvendo, inclusive, a formalização de convênios e a liberação de recursos. “Recebi a incumbência do prefeito Newton Lima de identificar os problemas existentes na saúde de Ilhéus e propor uma solução definitiva para eles e estamos empenhados em agir com presteza e rapidez”, ressaltou.

Alexandre Simões disse, ainda, que, como secretário, tem todo o interesse em manter um canal permanente de diálogo com os vereadores ilheenses, que poderão contribuir para a melhoria da prestação de serviços da saúde, já que também representam a sociedade. “Acredito que deve ter havido qualquer mal-entendido na comunicação, pois não me omiti e jamais agirei dessa forma, até porque seria um desserviço a Ilhéus e Poder Legislativo, inclusive à bancada de sustentação do Governo Municipal”, resumiu o secretário.

fonte:blogdogusmao

SÓ QUEM VAI PARA CADEIA É O POBRE


.Por Milton Marinho.

A construção do posto médico do loteamento do Parque Rio Colônia continua paralisada. A obra que já era para ter sido concluída vem sendo motivo de muitas críticas por parte dos moradores do bairro que gostaria de ver o posto funcionando, mas o descaso é tamanho por parte do poder público que além da população não ter uma resposta, a obra vive em total abandono.

Alguns materiais que a prefeitura deixou expostos foram levados por populares em plena luz do dia. “Dentro da construção, dorme boi, vaca, cavalo, porco e abra tá se estragando”. Disse um morador do local.

O que se sabe é que ninguém sabe responder sobre o prazo de conclusão da obra. Acreditamos que a obra fora abandonada em função de Itororó ser uma cidade auto-suficiente em saúde e, obras como estas tendem a se transformar em grandes mausoléus do dinheiro público. Pelo ao menos é o que se constata até agora.

JUÍZA VIRA RÉU


PRETÉRITO PRESENTE…

Na última quarta-feira, dia 9, participei de reunião festiva Interclubes de Rotary International no salão nobre do Monte Pascoal Hotel, com direito a excelente palestra do professor José Medrado, junto a Walter e Dalva Santana casal de amigos ao qual atribuo perfeita similitude com os queridíssimos Alcides (saudoso compadre-irmão) e Rita Bezerra. Entre os assuntos das agradáveis conversas, porque lembrei que justamente naquela data 122 anos atrás acontecera ágape famosíssimo na história do Brasil, logo fui “intimado” abordar nestas maltraçadas quinzenais.

O neologismo do título é proposital, pois desejo estabelecer liame entre certas acontecências tupiniquins do passado com outras que testemunhamos na atualidade…

Nos estudos superiores aprendi ser função importante da ciência prever o comportamento futuro dos objetos que são estudados. Caso falhem as pesquisas, torna-se óbvio que não sejam corretas. E muitas vezes, certeza que se imagina possuir não é sinônimo de verdade, até porque a História não é só uma recitação cronológica de ocorrências, mas a dimensão com a qual uma coletividade se defronta. Inexiste história absolutamente fiel aos fatos que lhe deram origem.

Inicialmente conhecida como Ilha dos Ratos (pela infestação de roedores da família dosmurídeos ali existentes), só depois de transformada em posto aduaneiro foi batizada como Ilha Fiscal e permaneceria simplesmente como tal pelos tempos afora não fora o inusitado episódio que vamos tratar.

Em 9 de novembro de 1889, sob pretexto de homenagear oficiais chilenos em visita a capital do Império, ali aconteceu um baile jamais visto na Corte do Imperador D. Pedro II. Imagino que se naquele tempo já existissem meus queridos confrades cerimonialista Ramiro e colunistas Charles, Diogo e Antonieta, certamente aos seus respectivos talentos se atribuiria a estrutura e emulação de tão deslumbrante festa, assim como a eles não passaria despercebido a simplicidade do traje da Imperatriz Teresa Cristina: vestido em renda de chantilly preta, guarnecida de vidrilhos, contrastando com a suntuosa toalete da Princesa Isabel pelo luxo e beleza na sua roupa de moiré preta listrada, corpete bordado a ouro e prendendo os cabelos um diadema de brilhantes. Para falar a verdade, por dever de honestidade na descrição dos fatos, vale lembrar também que a imperial esposa do ciumento Conde D’Eu esbanjava vitalidade participando de todas as danças até o momento quando as orquestras silenciaram. D. Pedro II que trajava farda de Almirante, ornada de condecorações, demonstrando certo abatimento permaneceu em um salão reservado, conversando com diplomatas estrangeiros, oficiais graduados chilenos e brasileiros, além de alguns expoentes da alta sociedade carioca. Luiz Viana Filho no seu livro “A vida de Rui Barbosa”, abrindo o Capítulo XV transcreve uma observação feita por ele em relação a D. Pedro II “O espírito do Imperador já não era o mesmo que dantes, nem o alcance de sua visão, nem o vigor moral, nem o domínio sobre a corte e os partidos”.

A ilha estava enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas, além de muitas flores brasileiras em vasos franceses. Moças fantasiadas de sereia ou fada recepcionavam os convidados assim que desciam das barcas a vapor. Nas duas imensas mesas em formato de ferradura, ostentando nas respectivas cabeceiras dois pavões empalhados com enormes caudas coloridas, reluziam louças chinesas e talhares de ouro. À frente de cada prato havia nove copos de feitios diferentes. Quarenta e oito cozinheiros prepararam o cardápio manipulando 800 quilos de camarão, 1.300 frangos, 500 perus, 64 faisões, 600 aves exóticas brasileiras como inhambus, macucos etc. 1.200 latas de aspargo, 20.000 sanduíches, 14.000 sorvetes, 2.900 pratos de doces, 10.000 litros de cerveja, 304 caixas de vinhos, champanhe e bebidas diversas. Cento e cinqüenta mordomos desmanchavam-se em gentilezas. Especulam historiadores, ali compareceram “entre quatro a cinco mil pessoas, onde pontuaram excessos e extravagâncias”.

Duas bandas militares executavam peças selecionadas como valsas, polcas e mazurcas para os convidados dançarem nos seis salões daquele castelo de 2.000m2, estilo gótico, projetado pelo arquiteto Adolpho José Del Vecchio, cuja construção começada em 1881 terminara no mês de abril daquele ano de 1889.

Lá, como cá, as despesas foram bancadas pelo povo pagador de impostos. Segundo propalado à época cerca de 250 contos de réis saiu do Ministério de Viação e Obras Públicas, valor que, representando cerca de 10% do orçamento previsto da Província do Rio de Janeiro para o ano seguinte, estaria destinado socorrer flagelados da seca no Ceará.

Um fato merece registro –para que os queridos confrades já citados não se aborreçam com este macróbio escrevente, porque pela competência profissional o fariam- foi a azáfama provocado junto as socialites do Rio de Janeiro em razão dos preparativos pessoais de cada qual. Garantem memorialistas confiáveis que “as roupas finas das lojas se esgotaram. Estabelecimentos comerciais sofisticados como Casa Wellimcamp, Casa Palais

Royal ou Mme. Roche com matriz na Europa, esgotaram os estoques. Setenta e duas horas antes do baile já não havia vagas nas cabeleleiras. As mulheres lotavam as lojas de roupas finas e os cavalheiros recorriam aos alfaiates para ajustar suas casacas e às barbearias para cortar o cabelo, aparar bigodes e barbas. Muitas senhoras chegavam às 9 hrs da manhã para maquiagem”. Já tive oportunidade de ler um comentário feito por Rui Barbosa, que ferinamente descrevia: “Os ministros escovavam as casacas para o baile dos arrependidos e a Guarda Nacional narcisava ao espelho a bizarria marcial de seus figurinos para a batalha das contradanças”.

Também me permito imaginar que se o brilhante jornalista e competente xerife deste Blog Walmir Rosário também vivesse naquele período, certamente já teria informações seguras do que acontecia àquelas horas no Clube Militar, em pleno centro da cidade do Rio de Janeiro, imediações do Campo de Santana, onde maçons, líderes religiosos, membros de grupos contrários à escravidão e naturalmente muitos militares, reunidos maquinavam a queda do Império. Liderando, estava o então Tenente-Coronel Benjamim Constant, que entre outras coisas disse-lhes: “Mais do que nunca, preciso sejam-me dados plenos poderes para tirar a classe militar de um estado de coisas incompatível com sua honra e dignidade”, certamente tendo como alvo o Visconde de Ouro Preto, Presidente do Conselho de Ministros, principal mentor daquele suntuoso baile seguramente arquitetado com a intenção de reforçar a posição do Império contra as conspirações republicanas que sabia existirem.

A sequência dos fatos partindo-se daí, qualquer livro de primeira série sobre História do Brasil conta, pois que a 15 de novembro daquele ano, uma sexta-feira, foi proclamada a República consolidada após o embarque noturno do monarca D. Pedro II e a Família Real de volta para Portugal.

Para não encerrar sem um toque de “referência jornalística”, lembrarei que o periódico carioca “O Paiz”, edição do dia 12 seguinte, na sua coluna humorística “Foguetes” publicou que os serviçais da Corte encarregados da limpeza após o baile, encontraram espalhados pelo chão garrafas e copos quebrados, condecorações perdidas, além de enorme quantidade de roupas íntimas femininas, 37 lenços, 24 cartolas e chapéus, 8 raminhos de corpete, 3 coletes de senhoras e 17 cintas-liga.

Espero ter cumprido “as ordens” dos prezados e queridos amigos Walter e Dalva.

*Adelindo Kfoury Silveira é Jornalista, Historiador e Escritor grapiúna, Membro da Academia de Letras de Ilhéus, Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Instituto Histórico de Ilhéus, Rotary International

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